
Charlie Chaplin é o ícone do cinema, pois se mostrou inovador e completo: não apenas atuava e dirigia, mas também escrevia roteiros, produzia, financiava seus próprios filmes e compunha centenas de canções para as diversas trilhas sonoras. Assim, seus projetos tornavam-se factíveis.
Nasceu em Londres em 16 de Abril de 1889, filho de pais artistas. Com a separação deles Charlie acabou ficando com a mãe, que era completamente instável emocionalmente, mas que o ajudou a desenvolver seu lado artístico. Aos 5 anos, Chaplin subiu pela primeira vez ao palco e representou na frente de sua mãe, que havia lhe ensinado a cantar e representar.
Nos anos seguintes, pouco a pouco, ele foi adentrando a indústria do cinema até chegar a algumas indicações ao Oscar pelos filmes O Grande Ditador (The Great Dictator) e Monsieur Verdoux (Monsieur Verdoux). O reconhecimento pela grandiosidade do cineasta foi bastante tardio, vindo apenas em 1972 quando recebeu um Oscar honorário, pelo “seu incalculável efeito na indústria do cinema”. Ainda no ano seguinte recebeu no Oscar de Melhor Trilha Sonora em Filme Dramático pelo filme Luzes da Ribalta (Limelight). Esse reconhecimento tardio se deve em grande parte à posição política de Chaplin muito evidente em seus filmes, em que assumia uma postura esquerdista com críticas à elite e a situação da classe operária, por exemplo. Na época do Macarthismo, chegou a ser acusado de comunista nos Estados Unidos, o que fez com que Chaplin procurasse refúgio na Suíça, onde morreu no dia de Natal em 1977, aos 88 anos de idade.

Além de ser considerado um ícone do cinema e de ter uma postura esquerdista Charles Chaplin também foi conhecido por seus casamentos. Casou-se quatro vezes, com uma diferença de idade entre ele e a esposa cada vez maior, sendo que com a última, Oona O’Neill, teve oito filhos e tinha 37 anos a menos que ele.
Seu personagem mais conhecido e mais sucedido, presente em diversos filmes, é o Vagabundo (“The Tramp”). Ele usava uma vestimenta bastante desgastada que incluia um par de calças largas, um paletó apertado, um chapéu-coco e uma bengala de bambu. Por meio deste personagem Charles Chaplin procurava transmitir idéias positivas, de bondade, de humildade e de otimismo. Essas idéias eram transmitidas pelas situações nas quais o personagem se encontrava, geralmente se metendo em confusões, muitas vezes em conflitos com a alta sociedade, mas sempre mantendo sua característica principal: cavalheirismo.
Sua contribuição artística foi tão importante que filmes recentes dotados das mais modernas tecnologias visuais ainda usam Chaplin como escola. Como é o caso de “Wall-E” (2008), que teve como base as expressões do Vagabundo do cinema mudo para compor a emoção da computação gráfica.

Charles Chaplin é considerado um dos gênios da sétima arte, sendo um cineasta completo e absolutamente talentoso.De acordo com o cineasta Billy Wilder, “Ao criar Chaplin, Deus estava em muito boa forma. Necessitará de outros dois séculos para fazer outro gênio deste calibre.“
Filmes recomendados:
O Garoto (The Kid, 1921), O Circo (The Circus, 1928), Luzes da Cidade (City Lights, 1931), Tempos Modernos (Modern Times, 1936), O Grande Ditador (The Great Dictator, 1941), Monsieur Verdoux (Monsieur Verdoux, 1947) e Luzes da Ribalta (Limelight, 1952).
Confira também o filme Chaplin (1992), do diretor Richard Attenborough, especialista em cinebiografias, com Robert Downey Jr. ainda em sua fase saudável.













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