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Encantada

Postado em: agosto 6, 2009
Categoria(s): Análises, Trailers
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Veja o trailer

Se “Encantada” (Enchanted, 2007) é uma das tentativas da Disney de retornar o conto de fada à evidência comercial, o único final feliz ficará no filme, pois essa obra é uma das mais fracas que fez recentemente.

A magia esperançosa das princesas sempre agrada, desde que sejam histórias bem desenvolvidas como esse estúdio já fez várias vezes. Não é por ser filme de criança que não precisa ser inteligente. “Aladdin” e “A Bela e a Fera” estão aí para representar muito bem os enredos inspirados. Já a história de “Encantada” não sair do lugar.

Era uma vez, uma princesa chamada Giselle (Amy Adams), que é mandada para o mundo real por uma bruxa que teme seus interesses ameaçados. O príncipe encantado Edward (James Marsden) com o qual se casaria vai ao seu resgate. No mundo real, Giselle aprende sobre tecnologia, hábitos e o principal: o amor. Aprende com Robert (Patrick Dempsey, o astro dos filmes dos anos 80 como Namorada de Aluguel) que não há o ‘Felizes para Sempre’.

A proposta de “Encantada” é ser, por meio de paródias, uma auto-crítica bem humorada do portfólio de adaptações da Disney. Sim, adaptações, pois não foi ela quem criou essas histórias, mas magistrou muito bem suas versões.

As referências são inúmeras e é interessante tentar identificá-las. Entre outras, temos o próprio “Bambi”, os animais ajudantes e a maçã envenenada de “Branca de Neve”, o sapato esquecido de “Cinderella”, o cair do telhado de “O Corcunda de Notredame”, o restaurante Bella Notte de “A Dama e o Vagabundo” e o aquário da “Pequena Sereia”.

Quando sai do universo Disney, “Encantada” sofre da falta total de contexto. Poderiam ter sido melhores costuradas as cenas absurdas como o baile de trajes típicos, a clássica compra de roupas de Uma Linda Mulher/O Diário da Princesa e o prédio de King Kong.

“Encantada” é desenho animado com live-action. Uma mistura interessante, principalmente no vilão Morgan, interpretado por Timothy Spall, que se parece uma caricatura também em vida real – personagem este parecido com o Peter Pettigrew que fez nos vários “Harry Potters”. Essa interação desenho-filme não é tão boa quanto “Uma Cilada para Roger Rabbitt (Who Framed Roger Rabbit?, 1988)”, mas dá a noção do contraste de estilos – visuais e de enredo – reforçando a proposta do filme.

Ainda falando nos vilões, geralmente os mais desenvolvidos nessas histórias, o filme tem a mal aproveitada Susan Sarandon como bruxa Narissa que, somado aos efeitos especiais, são os atrativos do filme. Temos também Julie Andrews como narradora.

O enredo não é original. A história da princesa que aprende sobre o mundo atual já foi vista em mais filmes como “Manequim: a Magia do Amor” (Mannequin: On The Move, 1990), e mais recentemente foi o ótimo Shrek que ironizou os contos de fadas.

“Encantada”, com direção de Kevin Lima, é óbvio e evolui pouco. Quando está terminando começa a ficar bom. Giselle é uma princesa ingênua com capacidade cognitiva perto de zero. Amy Adams, ótima como sempre, se esforça bastante. Tanto que recebeu uma indicação ao Oscar, embora sua voz seja tão irritante quanto de sua paródia no lixo “A Liga da Injustiça” (Disaster Movie, 2008). Kevin Lima deixa muitos personagens sem função para trama como a filha de Robert, encaixada para ficar mais próxima do público infantil. Já a namorada de Robert é inacreditavelmente compreensiva com o caso dele com a princesa. Isso mesmo, a trama apesar de infantil tem um romance com um homem comprometido.

As tomadas externas são pobres e parecem que fecharam a rua para filmar. A impressão que temos é que tem um cordão de isolamento separando o elenco do público curioso. Uma pena para uma execução que poderia ser mais.

O melhor do filme é a trilha altamente envolvente. Os musicais não se prendem em fazer sentindo para a trama, o que fica bem divertido. “Encantada” emplacou três indicações ao Oscar por “Happy Working Song”, “So Close” e “That’s How You Know”, fato raro para um mesmo filme. Mérito da dupla Menken e Schwartz, compositores de várias produções da Disney.

Moral da história: “Encantada” é um despretensioso filme família, mas a Disney tem muito mais para oferecer.

Nota do Cinema Escrito: ★★★☆☆

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Uma crítica para “Encantada”

  1. Thaty Diz:
    agosto 7th, 2009 às 9:44

    Pois é, o que me encantou no filme foram os musicais. As coreografias e músicas extremamente envolventes.
    O resto, bem filminho sessão da tarde.

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